18h55m, saio de casa com a ideia de ir ver o clássico Barcelona, Real Madrid. Passo pela avenida Gaudí, naquele bar, que antes fora um restaurante russo, que tem o que mais de parecido existe em Barcelona com um belo bife com batatas fritas português. Ao entrar não havia ninguém ao balcão e estranhei. Quando fui para entrar na sala o rapaz do bar responde-me num castelhano que não entendo, e só entendi quando a muito custo me disse as seguintes palavras: “we’re full”.
Se a ideia era estar num ambiente típico catalão, a primeira parte do jogo foi a sua antítese. Vi-a num bar gerido por chineses, os que uma vez demoraram 45 minutos para me servirem uma sandes de tortilha, muito simpáticos, de pé rodeado por sul americanos e orientais. Com o barulho da slot machine chinesa, que me impedia de ouvir os comentários.
Segunda parte fui para o outro lado da rua, para o snack bar Sergio. Uma autêntica tasca! Se havia dúvidas da sua autenticidade estas foram desfeitas o quando pedi uma sandes de fuet, e vi a bela da baguete a ser tirada directamente do congelador. Aí sim, senti-me em casa! Pude realmente ver e sentir como se vive este clássico.
As ruas desertas, os bares apinhados, as camisolas envergadas e os cânticos. O Sergio a gritar “hay patatas bravas!” quando a imagem da televisão se para, e os foguetes após uma vitória sobre o eterno rival.
Para a próxima, e descartando a possibilidade de assistir à partida ao vivo, tentarei acercar ao estádio para sentir o ambiente mais de perto. Pode ser que hajam couratos!