Janeiro 6, 2010

Cházinho na Feira Medieval de Vic


Apesar de o evento se ter realizado há aproximadamente um mês, aqui fica a “crónica”.

Vic (leia-se em português “BIC”, como as esferográficas) é uma cidade situada a aproximadamente 484 metros acima do nível do mar e equidistante de Barcelona e França. Conhecida pelo frio e por uma insistente neblina durante os meses de inverno. Sem esquecer os seus maravilhosos enchidos que são de comer e chorar por mais. A destacar a Longaniza e o Fuet.

A cidade em si já possui uma arquitectura que mesmo sem as ornamentações medievais nos remete para a época. Vic enche-se de cor, de cheiros e de sabores que nos fazem querer para em todas as tendas que encontramos. E enche-se de gente!

E lá vamos caminhando e provando tudo o que os generosos comerciantes medievais nos oferecem. A certo ponto já há uma mistura bombástica de doces e salgados nos estômago. E o melhor mesmo é continuar a caminhar, mais que não seja para combater o frio que enregela quando estamos à sombra.

Apesar de podermos também encontrar a famosa ginginha de Óbidos, o melhor mesmo é tomar algo quente como por exemplo um chá na tenda Árabe, acompanhado de uns bolinhos típicos (não foi nada barato mas o copo veio cá para casa).

Dezembro 13, 2009

Sonidos

Sonidos en Causa, foi a proposta do guia LeCool para sexta-feira no CCCB. Desloquei-me até lá sem saber muito bem o que me esperava, e mesmo quando lá estava demorei uns minutos até perceber o que se ia passar.

Uma plateia pouco composta à qual me juntei sentado num dos confortáveis puffs espalhados pelo chão alcatifado. No ecrã gigante um programa com uma interface fora do habitual. Tinha uns gráficos que representavam a amplitude de sinais, acompanhados de fotos e textos.

A pouco e pouco tudo se foi aclarando. Trata-se então de um projecto que tem como objectivo  fazer o levantamento sonoro de algumas paisagens longínquas na América do Sul, onde estão a acontecer grandes mudanças de ordem económica, social e ambiental. Criando-se assim uma base de dados completamente aberta ao público, que tem a oportunidade de utiliza-la seja para simplesmente escutar o ruído da floresta, como para alguém que queira aprofundar o tema, ou mesmo até para projectos artísticos.

Uma exposição que apesar de não ser a coisa mais entusiasmante do mundo, me deu outra perspectiva sobre as mudanças climáticas e a presença humana nos sítios mais recônditos do planeta. Serviu, mais que não seja, para saber que estes projectos existem, levados a cabo por gente inteligente e que os faz ao serviço de todos nós.

Dezembro 2, 2009

Visca El Barça!

18h55m, saio de casa com a ideia de ir ver o clássico Barcelona, Real Madrid. Passo pela avenida Gaudí, naquele bar, que antes fora um restaurante russo, que tem o que mais de parecido existe em Barcelona com um belo bife com batatas fritas português. Ao entrar não havia ninguém ao balcão e estranhei. Quando fui para entrar na sala o rapaz do bar responde-me num castelhano que não entendo, e só entendi quando a muito custo me disse as seguintes palavras:  “we’re full”.

Se a ideia era estar num ambiente típico catalão, a primeira parte do jogo foi a sua antítese. Vi-a num bar gerido por chineses, os que uma vez demoraram 45 minutos para me servirem uma sandes de tortilha, muito simpáticos, de pé rodeado por sul americanos e orientais. Com o barulho da slot machine chinesa, que me impedia de ouvir os comentários.

Segunda parte fui para o outro lado da rua, para o snack bar Sergio. Uma autêntica tasca! Se havia dúvidas da sua autenticidade estas foram desfeitas o quando pedi uma sandes de fuet, e vi a bela da baguete a ser tirada directamente do congelador. Aí sim, senti-me em casa! Pude realmente ver e sentir como se vive este clássico.

As ruas desertas, os bares apinhados, as camisolas envergadas e os cânticos. O Sergio a gritar “hay patatas bravas!” quando a imagem da televisão se para, e os foguetes após uma vitória sobre o eterno rival.

Para a próxima, e descartando a possibilidade de assistir à partida ao vivo, tentarei acercar ao estádio para sentir o ambiente mais de perto. Pode ser que hajam couratos!

Novembro 25, 2009

soluções

É reconfortante o facto de quando as coisas se complicam receber inesperadamente contactos de amigos, que sem saberem, nos dão alento com palavras de ânimo. Tento olhar as dificuldades de outra perspectiva, tentando arranjar soluções. Vai-se passando assim uma semana em que tenho vivido na dicotomia entre a esperança e a desilusão.

Sigo com os electrões, protões, cargas pontuais e distribuições continuas de carga. Energia potencial, cinética, mecânica.

Resta-me fazer o melhor que posso e sei.

Novembro 23, 2009

Eh…

Estado de espirito: “Eh……..”